Não sei do que sou capaz, o meu desconhecido é infinito
Eu mal me conheço e talvez assim seja mais bonito
O fascínio passa por amar o incógnito, misterioso
Encontrar uma alma gémea, num caminho perigoso
É ser desconhecido, é ser tudo que conheces
Ser um chão sólido, ser o silêncio com que adormeces
Ser as tuas preces em momentos de agonia
Ser a tua essência em momentos de monotonia
É ser o que não se é em prol de um sacrifico altruísta
Desejar viver mais um pouco sem te perder de vista
É fechar os olhos e ver um sacrifício recompensado
É caminhar a teu lado e com a felicidade ao lado
É ser porto seguro neste mundo indomável
É fazer-te respirar com uma força inabalável
Ser o sorriso mais puro na pior desgraça
Ser o cobertor mais quente que o teu corpo abraça
É ser tudo que sou qualidades e defeitos
Não é ser o mais bonito, mas sim o eleito entre os eleitos
É perder-me em deleito por entre momentos perfeitos
É ser todas as definições, contextos e pretextos
É ser-se um passo teu numa corrida nossa
Ser o sopro de vento que a tua boca adoça
É ser o que desejas num desejo partilhado
É ser Carlos Alves teu eterno enamorado
Dogma Dogmaticoh
18-05-2011
Dedicado a Diana Rita Santos Pereira